Cine-Teatro Louletano

Maio continua em alta no Cineteatro Louletano

De 30 de abril de 2021 a 01 de maio de 2021

Aproveitando os bons ventos que se fazem sentir após abril, com a reabertura das portas do Cineteatro Louletano, maio vem com uma programação diversa e de alto nível, no ano em que se celebram os 91 anos desta sala de espetáculos.

 

O Teatro e a Música chegam de mãos dadas, com “Assim Devera eu Ser”. Catarina Moura, Celina da Piedade, Sara Vidal e Ricardo Silva «trocam por miúdos» os fados de Amália, num espetáculo dirigido às camadas do pré-escolar, a 4, 5 e 6 de maio.

Maio traz também o cinema, com o final da Monstrare 2021, dia 8, pelas 17h00, e o filme premiado “Submissão” de Leonardo António.

 

Este é, também, um palco por onde passa o melhor que por cá se faz. Dia 9, também às 17h00, os acordeões fazem-se ouvir com “Faces do Acordeão” e a 15 chega “A Noite de Molly Bloom”, pela ACTA - Companhia de Teatro do Algarve.

 

No dia seguinte, a 16 de maio, outro momento alto: o regresso de Tiago Bettencourt ao palco do Cineteatro Louletano, após a antestreia em outubro de 2020 do seu novo álbum “2019, Rumo ao Eclipse”. Nessa altura, Tiago Bettencourt deu a conhecer, comentou e explicou a origem das faixas do novo trabalho com um mini-concerto, no Cineteatro Louletano, chamado “Uma guitarra, um gira-discos e uma planta”.

 

A 21,22 e 23 de maio, outra peça de teatro, desta vez na sede do Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé: trata-se de “A Voz Humana” pelo Teatro do Elétrico, uma peça onde se partilham canções e excertos de cartas de amor anónimas, que integram o processo criativo do espetáculo.

 

Em simultâneo, a 22 e 23 de maio, mas no Cineteatro Louletano, “Perfil Perdido”, peça de Marco Martins com Beatriz Batarda e Romeu Runa, que esteve em residência em Loulé. Uma peça que parte da representação da figura do pai em que os dois protagonistas assumem a vida de várias personagens, outros eus, criando relações e cruzamentos inesperados sem idade, nem género ou corpo definido, transmutando-se entre si, criando mundos fugazes e fragmentados.

 

Mais tarde, a 26 de maio, tempo para a performance “chama Mãe ao coração - Diálogos do Corpo e da Palavra”, por Anália de Pina Manuel e Alexandra Diogo da Associação Folha de Medronho, de Loulé. Um trabalho que abordará a complexidade das relações, as fragilidades da condição feminina na(s) sociedade(s) e a constante noção distorcida de amor.

 

A fechar o mês, uma dupla que junta a música e a palavra: Nuno Vieira de Almeida, ao piano e o ator Albano Jerónimo, na voz. É “Enoch Arden”, um melodrama para narrador e piano de Richard Strauss sobre poema de Tennyson.

 

Recorde-se que o Cineteatro - que este ano celebra não só os 91 anos como também os 10 anos da reinauguração após as obras - é uma estrutura cultural no domínio das artes performativas da Câmara Municipal de Loulé, integrado na Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e na Rede 5 Sentidos.

  • Cineteatro Louletano
  • Várias