Cine-Teatro Louletano

Sam The Kid & Mundo Segundo (com Napoleão Mira)

24 de abril de 2019

A parceria vem de longe e moldou-se em palco. O norte e o sul. O Alfa e o Omega. O homem do segundo piso e o miúdo do sétimo céu. Um de Gaia e outro de Chelas.

 

No meio dos dois, uma história longa de dedicação à causa das rimas e das batidas ao ponto de ambos serem sinónimos de hip hop. Talvez um seja hip e outro hop, um yin e outro yang. Irmãos de sangue, irmãos de armas. Irmãos no rap, certamente.

 

Em segredo, ambos têm cozinhado um álbum feito a duas vozes e quatro mãos, do qual já são conhecidos quatro temas, que promete ficar para a história do hip hop nacional e que é certamente um dos mais aguardados de sempre. E compreende-se porquê!

 

Mundo é o homem do leme do coletivo “Dealema”, um dos mais empenhados membros do movimento que se espalhou do sul para norte e que se tornou língua franca nas ruas. Com o seu grupo de sempre gravou algumas das mais preciosas peças do puzzle hip hop nacional, incluindo o muito aplaudido Alvorada da Alma.

 

E depois há Sam The Kid, praticamente um sinónimo de hip hop, certamente um dos mais fortes símbolos que esta cultura gerou entre nós. Insuperável na arte das rimas – como Entre(tanto) de 1999 ou Sobre(tudo) de 2002, verdadeiros clássicos, provam para lá de qualquer dúvida –, Samuel Mira também fez escola na MPC.

 

Napoleão Mira nasceu em Entradas, concelho de Castro Verde, em 1956. Vive no Algarve, em Lagoa, desde 1983. Fundou, dirigiu e colaborou em várias revistas e jornais. No campo musical assinou “Pratica(mente)” e “Slides — Retratos da Cidade Branca” para o aclamado disco Pratica(mente) de Sam The Kid, seu filho. Também com este criou e interpretou, para o primeiro Festival Silêncio!, o espetáculo “Palavras Nossas”.

 

Colaborou em vários trabalhos discográficos, nomeadamente com Dino & The Soulmotion, Orelha Negra, Sir Scratch e o projeto “Hip Hop Pessoa”. Napoleão Mira publicou diversos livros, entre eles crónicas, relatos de viagens, romances. Nos últimos anos criou quer com o coletivo Reflect (Pedro Pinto/Kimahera) quer, mais recentemente, com o projeto “Grafonola Voadora” (com Luís Galrito e João Espada) vários formatos em torno da spoken word e dos seus cruzamentos com a poesia cantada e a música instrumental. 

 

Duração: 75 minutos

Org.: Câmara Municipal de Loulé/Cine-Teatro Louletano

 

www.facebook.com/cineteatrolouletano

  • Sala de espetáculos
  • 21:30
  • 12 € / 10 € para maiores de 65 e menores de 30 anos (Cartão de Amigo aplicável)
  • M/12

PROGRAMAÇÃO